Implicações da implementação de projeto Proadi para a gestão do SUS: fragilização da gestão pública?
Palavras-chave:
Sistema Único de Saúde, Gestão em saúde, Parcerias Público-Privadas, Política de saúde, PrivatizaçãoResumo
O objetivo deste artigo é discutir a participação de atores político-institucionais no processo de implementação do projeto Planifica-SUS, do Programa de Apoio ao Desen-volvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), e suas implicações para a gestão do SUS. É recorte temático de um estudo de casos múltiplos que analisou esse pro-cesso. As fontes de evidências utilizadas foram entrevistas não estruturadas realizadas com oito atores político-institucionais do SUS relacionados ao projeto, incluindo o hospital de excelência responsável. Evidenciaram-se diferenças significativas no envolvimento desses atores que compõem a gestão do SUS das três esferas de governo nesse processo. Destacou-se a fragilidade da participação da gestão municipal, apesar de se tratar de projeto que inci-dia diretamente na (re)organização da Atenção Primária à Saúde. A adoção do modelo ‘top-down’ de implementação pode ter implicado resistências e comprometido sua continuidade. Ressalta-se a importância de se discutir sobre a opção do Ministério da Saúde de utilizar o Proadi como estratégia para implementar programas e políticas prioritárias do SUS, o que pode implicar a fragilização da gestão pública e o fortalecimento da participação do setor privado da saúde na gestão do sistema.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Saúde em Debate

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Declaração de dados
-
Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito