Sobre o periódico

Breve histórico

A ‘Saúde em Debate’, criada em 1976, é uma publicação do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), inicialmente disponibilizada em versão impressa (ISSN 0103-1104) e, a partir de 2014, em versão online (ISSN 2358-2898). Segue a modalidade de fluxo contínuo, mantendo a organização em números regulares trimestrais (online) e especiais temáticos (online), que podem ser impressos a partir de demandas específicas.

Sobre a editora (publisher)

O Cebes é uma organização social sem fins lucrativos, criada em 1976, com o lema “saúde é democracia, democracia é saúde”, que reflete a estreita conexão entre a luta por uma sociedade justa e democrática e a defesa do direito à saúde como direito humano fundamental. Desde sua origem, a entidade ocupou-se da produção e difusão de conhecimentos científicos que contribuíssem para o debate acerca dos problemas de saúde da população, da política de saúde e da construção de sistemas de saúde universais, integrais e igualitários. Nesse sentido, foi protagonista central do Movimento da Reforma Sanitária (MRS) e da criação do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil. A ‘Saúde em Debate’ se constituiu no principal veículo de disseminação do pensamento da Reforma Sanitária Brasileira (RSB). Ao longo de suas cinco décadas, permanece sendo um espaço de divulgação do pensamento crítico da saúde coletiva, da política de saúde e dos avanços e desafios enfrentados pelos sistemas universais de saúde, no âmbito nacional e internacional. Com isso, o Cebes tem contribuído para a formação de uma rede de ativistas com potencial para influenciar e operacionalizar políticas de saúde.

Atualizações e histórico

A ‘Saúde em Debate’ é o primeiro periódico científico brasileiro do campo da saúde coletiva. Situa-se entre os periódicos nacionais que mais publicam análises sobre políticas de saúde, estimulando o debate sobre os problemas atuais dos sistemas de saúde e sobre as grandes questões da saúde nacional e internacional. É reconhecida como um dos principais veículos de difusão do pensamento da RSB, constituindo-se, ela mesma, em campo de estudos acadêmicos, como dissertações e teses.

O periódico tem implementado um processo permanente de qualificação da equipe editorial, com participação de editores e da equipe técnica em eventos, cursos e treinamentos, especialmente oferecidos pela Scientific Electronic Library Online (SciELO) e pela Associação Brasileira de Editores Científicos (Abec).

Principais conquistas dos últimos anos da ‘Saúde em Debate’:

2025

  • Ampliação para três editoras-chefes, com formação acadêmica e experiência na área da saúde, que se reúnem periodicamente para discutir e definir os temas e as estratégias editoriais dos números regulares e da publicação de números especiais temáticos.
  • Revisão completa das políticas e das instruções aos autores.
  • Atualização e modernização do site da ‘Saúde em Debate’.
  • Atualização do Corpo Editorial, visando contemplar os princípios Diversidade, Equidade, Inclusão e Acessibilidade (Deia) no processo editorial.
  • Inclusão de plugin com o Questionário Deia no sistema Open Journal Systems (OJS) da ‘Saúde em Debate’ para identificação de gênero, raça e etnia dos usuários.
  • Estímulo aos autores para publicarem seus textos na língua inglesa com vistas à internacionalização. Atualmente, cerca de 45% dos manuscritos publicados são traduzidos para a língua inglesa.
  • Adequação das normas para indexação em novas bases de dados.

2024

  • Adoção da prática de Publicações Contínuas, mantendo a organização em números regulares com periodicidade trimestral, e eventuais números especiais temáticos.
  • Obtenção de apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)/Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) por meio da chamada nº 30/2023.
  • Associação à Agência Bori (serviço que conecta a ciência brasileira a jornalistas de todas as áreas de cobertura), que tem dado visibilidade a artigos publicados na ‘Saúde em Debate’ que abordam temas de interesse jornalístico e relevantes para o público geral.

2023

  • Ampliação da quantidade de editores associados, especializados em diferentes áreas do conhecimento, que são orientados e assessorados pelas editoras-chefes e pela editora executiva. A ampliação e a renovação dos editores associados são realizadas periodicamente com base em demandas específicas e recomendações das editoras-chefes.

2022

  • Obtenção de apoio financeiro do CNPq por meio da chamada nº 15/2021.
  • Passou a disponibilizar, no site oficial, os artigos em PDF no formato individual, inclusive as traduções.
  • Modernização dos PDFs dos artigos com script que oferece links nas citações ao longo do texto, de modo que o usuário acesse rapidamente a referência correspondente.

Indicadores

A ‘Saúde em Debate’ está classificada como A2 no Qualis/Capes – área-mãe saúde coletiva. No ranking do Google Acadêmico/Google Scholar, encontra-se entre os primeiros periódicos científicos do Brasil. Acesse as métricas em: https://analytics.scielo.org/?journal=0103-1104&collection=scl

Acesso aberto

O periódico segue o modelo de Acesso Aberto (Open Access), permitindo o acesso gratuito, virtual e sem qualquer restrição (incluindo restrições financeiras) a todos os textos publicados.

Acesso Aberto é a condição em que o detentor dos direitos autorais de um trabalho acadêmico concede direitos de uso a terceiros usando uma licença aberta (Creative Commons Attribution, CC-BY), permitindo acesso gratuito imediato ao trabalho e autorizando qualquer usuário a ler, baixar, copiar, distribuir, imprimir, pesquisar ou vincular os textos completos dos artigos, rastreá-los para indexação, passá-los como dados para software ou usá-los para qualquer outra finalidade legal.

Conformidade com a Ciência Aberta

A ‘Saúde em Debate’ adota a política de Acesso Aberto do tipo Golden Open Access, com os artigos disponibilizados para acesso integral e gratuito na internet.

Os autores, no ato da submissão, devem preencher o Formulário sobre conformidade com a Ciência Aberta e inserir no sistema OJS, na etapa upload dos arquivos, como ‘Componentes do artigo, Documento complementar’.

Ética na publicação

O periódico segue as Recomendações para elaboração, redação, edição e publicação de trabalhos acadêmicos em periódicos médicos, do International Committee of Medical Journal Editors (ICMJE), e adota as diretrizes internacionais de integridade científica, como as recomendações dos códigos de conduta ética em publicação e de boas práticas de editoração do Committee on Publication Ethics (Cope). Além disso, segue as orientações do ‘Guia SciELO de Boas Práticas para o Fortalecimento da Ética na Publicação Científica’ e os ‘Princípios de Transparência e Boas Práticas em Publicações Acadêmicas’ recomendados pelo Directory of Open Access Journals (Doaj).

A ‘Saúde em Debate’ não admite plágio (apresentar frases, ideias, conceitos ou teorias como se fossem suas, ou seja, sem citar o autor original), autoplágio (utilizar, total ou parcialmente, textos próprios já publicados como se fossem inéditos) e publicação duplicada (apresentar um manuscrito que se sobreponha substancialmente a um já publicado). Salienta que plágio é crime previsto no Código Penal brasileiro. Manuscritos que adotem tais práticas são rejeitados.

Os artigos derivados de trabalhos acadêmicos (dissertações e teses) depositados em repositórios institucionais não constituem autoplágio. O depósito de teses e dissertações em repositórios institucionais não compromete o ineditismo e deve ser reconhecido como parte legítima da comunicação científica. O periódico reafirma seu compromisso com a Ciência Aberta, defendendo políticas editoriais que assegurem a transparência, valorizem a declaração da origem dos manuscritos e fortaleçam a disseminação pública do conhecimento científico.

A publicação de artigos com resultados de pesquisas envolvendo seres humanos está condicionada ao cumprimento dos princípios éticos contidos na Declaração de Helsinki e ao atendimento à legislação específica do país onde foi realizada. Pesquisas realizadas no Brasil devem seguir os princípios éticos estabelecidos nas Resoluções nº 466/2012 e nº 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde (CNS) e vir acompanhadas de cópia do parecer de aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP). Pesquisas que envolvem animais devem seguir os princípios éticos internacionais e a Resolução nº 30/2016 do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), apresentando documento de aprovação por CEP Animal. Em quaisquer casos, todas as informações devem ser registradas na seção ‘Material e métodos’, incluindo o número do parecer de aprovação do respectivo Comitê.

Pesquisas clínicas devem conter o número de identificação em um dos registros de ensaios clínicos validados pela da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do International Committee of Medical Journal Editors (ICMJE). Nesses casos, o número de identificação deve constar no final do resumo e na seção ‘Material e métodos’.

Responsabilidade do site

O site da ‘Saúde em Debate’ garante a integridade, a credibilidade e a ética das informações e dos processos de publicação, mantendo as políticas editoriais atualizadas. Adere às diretrizes éticas do Cope, assegurando a validade e a relevância científica dos textos publicados, e segue a Lei Geral de Proteção de Dados no Brasil, garantindo a proteção dos dados pessoais dos seus usuários (autores, revisores e leitores).

A ‘Saúde em Debate’ se reserva o direito de efetuar, nos originais, alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, visando manter o padrão culto da língua, respeitando o estilo dos autores.

Responsabilidade do autor

Autores de artigos publicados pela ‘Saúde em Debate’ mantêm os direitos autorais de seus trabalhos, concedendo à revista o direito de primeira publicação, licenciando-os sob a Licença Creative Commons Attribution (CC BY 4.0), que permite que os artigos sejam reutilizados e distribuídos sem restrição desde que haja reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista. As opiniões expressas pelos autores dos artigos são de sua exclusiva responsabilidade.

A ‘Saúde em Debate’ encoraja os autores a autoarquivar seus manuscritos aceitos, publicando-os em blogs pessoais, repositórios institucionais e mídias sociais acadêmicas, bem como postando-os em suas mídias sociais pessoais, desde que seja incluída a citação completa da versão disponível no site da revista.

Os autores são responsáveis por assegurar a originalidade, a precisão e a integridade dos manuscritos submetidos à ‘Saúde em Debate’, garantindo que a pesquisa tenha sido conduzida e relatada de forma ética e transparente. As submissões devem seguir as diretrizes editoriais do periódico e observar padrões internacionais de boas práticas científicas, como os estabelecidos pelo ICMJE e pelo Cope. O cumprimento desses princípios é fundamental para a credibilidade da publicação e para a confiabilidade do conhecimento produzido no campo da saúde.

Devem, ainda, atender prontamente às solicitações do Comitê Editorial ou dos avaliadores, respondendo de forma clara, dentro dos prazos estabelecidos, e fornecendo esclarecimentos ou materiais complementares quando requisitados. Comunicar imediatamente à editoria qualquer erro relevante identificado no artigo, antes ou depois da publicação, colaborando com a emissão de errata, retratação ou outras medidas necessárias para preservação da integridade científica.

Responsabilidades dos editores

Garantir que as diretrizes do processo de avaliação por pares permaneçam atualizadas e disponíveis de forma transparente, assegurando que autores e avaliadores sejam claramente informados sobre os procedimentos, os critérios e as responsabilidades envolvidos no fluxo editorial.

Assegurar o cumprimento dos prazos de avaliação e publicação, promovendo agilidade e eficiência em todas as etapas do processo editorial. Garantir que a decisão sobre a aceitação ou rejeição de um artigo seja fundamentada exclusivamente em critérios acadêmicos, rigor metodológico e relevância científica.

Estabelecer e manter mecanismos eficazes para identificar, prevenir e gerenciar conflitos de interesses envolvendo autores, avaliadores e membros da editoria. Tratar todas as submissões com equidade, livre de discriminação por gênero, nacionalidade, afiliação institucional, posição acadêmica ou qualquer outro fator alheio ao mérito científico. Atuar com diligência e rapidez diante de suspeitas de má conduta acadêmica, plágio, manipulação de dados ou outras irregularidades, adotando os procedimentos éticos cabíveis.

Garantir independência editorial, assegurando que decisões sobre avaliação e publicação não sejam influenciadas por interesses pessoais, institucionais, econômicos ou políticos.

Confirmar que todos os textos aprovados estejam de acordo com os princípios éticos aceitos internacionalmente para pesquisa, autoria, integridade de dados e comunicação científica.

Manter canais acessíveis para recebimento e encaminhamento de reclamações, dúvidas ou contestações por parte de autores, avaliadores e leitores, promovendo transparência e responsabilidade editorial.

Buscar continuamente melhorias no processo de gestão e na política editorial da revista, incorporando ferramentas, práticas e recomendações atualizadas de organismos reconhecidos na área de editoração científica.

Desenvolver estratégias de divulgação científica que ampliem a visibilidade e o alcance social da revista, promovendo a disseminação de seus conteúdos em diferentes plataformas e fortalecendo o acesso público ao conhecimento produzido.

Responsabilidades dos avaliadores

Verificar se o manuscrito está alinhado à sua área de expertise e, caso contrário, informar à editoria para que outro avaliador seja indicado.

Declarar imediatamente eventuais conflitos de interesses (financeiros, profissionais, acadêmicos ou pessoais) e, quando pertinente, recusar a avaliação.

Manter abertura a novas abordagens, métodos e perspectivas, avaliando-as com equidade e respeito à diversidade epistemológica da saúde coletiva, reconhecendo o caráter dinâmico da ciência e o valor de contribuições inovadoras.

Cumprir os prazos acordados e comunicar prontamente ao Comitê Editorial qualquer impedimento, contribuindo para a fluidez e a previsibilidade do processo editorial.

Informar ao Comitê Editorial sobre possíveis questões éticas identificadas durante a leitura (por exemplo, plágio, publicação redundante, manipulação/fabricação de dados, tratamento inadequado de seres humanos ou animais, semelhanças relevantes com trabalhos já publicados).

A ‘Saúde em Debate’ reforça a importância de os avaliadores manterem o mais alto padrão ético em suas avaliações, evitando preconceitos e respeitando o direito de propriedade intelectual, pautando-se exclusivamente no mérito científico e na aderência ao escopo da revista. Recomenda que os pareceres sejam respeitosos, objetivos, críticos, imparciais e construtivos, garantindo que sejam úteis aos autores para aprimorar a qualidade metodológica, a coerência argumentativa e a transparência da pesquisa. Recomenda-se aos pareceristas a leitura das diretrizes de revisão por pares da Cope.

Foco e escopo

A ‘Saúde em Debate’ publica manuscritos que contribuam para o conhecimento científico e para a prática do campo da saúde coletiva, especialmente os que incorporem em seus objetos as dimensões da política, do planejamento e/ou da gestão em saúde. Destina-se à comunidade acadêmica, aos trabalhadores e gestores da saúde e das demais políticas sociais, aos movimentos sociais e à população geral.

Preservação digital

O periódico é parte da Rede SciELO e segue os padrões definidos na Política de Preservação Digital do Programa SciELO. A SciELO utiliza a infraestrutura da Rede de Preservação Cariniana, Lockss para a preservação das suas coleções. Atualmente, estão disponibilizadas na SciELO as publicações partir de 2011. A coleção completa, iniciada em 1976, encontra-se nos acervos digitais da plataforma DocPro, que promove o depósito legal digital na Biblioteca Nacional, disponível em: https://www.docvirt.com/asp/saudeemdebate/default.asp.

Fontes de indexação

Coleções

Bases de indexação

Repositórios temáticos

Periódica, Índice de Revistas Latinoamericanas en Ciencias

Diretórios

Diadorim
Doaj
Miguilim: Diretório das revistas científicas eletrônicas brasileiras
O periódico é filiado à Abec.

Ficha bibliográfica

Título do periódico: Saúde em Debate
Título abreviado: Saúde Debate, usado em bibliografias, notas de rodapé, referências e legendas bibliográficas
Publicação de: Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes)
Periodicidade: a periodicidade é trimestral, e, a critério do Comitê Editorial, são publicados números especiais temáticos que seguem o mesmo processo de submissão e avaliação dos números regulares.
Modalidade de publicação: contínua, organizada em números regulares e em números especiais temáticos.
Ano de criação do periódico: 1976

Websites e mídias sociais

Facebook: https://web.facebook.com/cebesbrasil
Instagram: https://www.instagram.com/cebesbrasil?igsh=MTloZW5hbDF3emEwbg==
X: https://x.com/i/flow/login?redirect_after_login=%2FCebesBR
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Contato

Editoras-chefes (decisões e denúncias)
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