Políticas editoriais

Preprints

A ‘Saúde em Debate’ aceita artigos em preprint desde que não tenham sido submetidos a outro periódico e estejam depositados em servidores reconhecidos, como SciELO Preprints, bioRxiv, medRxiv, OSF Preprints (SocArXiv, PsyArXiv), Research Square. Um preprint é definido como um manuscrito pronto para submissão, depositado em servidores confiáveis antes ou em paralelo à submissão a um periódico. Essa prática se junta à da publicação contínua como mecanismo para acelerar a comunicação dos resultados das pesquisas. Artigos em preprint recebem o mesmo tratamento que os artigos depositados diretamente na revista, exceto pela impossibilidade de manter o anonimato dos autores no processo de avaliação por pares.

Processo de avaliação dos manuscritos

A plataforma de submissão online da ‘Saúde em Debate’ é o OJS. É um sistema completo de gerenciamento de fluxo de trabalho de periódicos científicos que inclui: submissão, revisão por pares, produção e publicação. O processo de avaliação depende da disponibilidade de editores associados e de avaliadores, assim, a decisão final pode levar até 120 dias.

Avaliação inicial

Todos os manuscritos submetidos passam por uma avaliação inicial, realizada por um editor-chefe, na qual consideram-se a linguagem, a originalidade, a relevância, a atualidade, o escopo e a aderência à política editorial. Manuscritos que não atenderem a esses requisitos serão rejeitados.

Revisão técnica

Manuscritos não rejeitados na avaliação inicial passam por revisão técnica, em que são analisados a documentação e o cumprimento das normas da revista. O parecer técnico é anexado no sistema OJS e enviado aos autores com os pareceres emitidos pelos avaliadores.

Avaliação por pares (peer review)

Manuscritos que seguem no processo de avaliação são encaminhados a um editor associado, que os analisa e pode sugerir sua rejeição ou indicar pareceristas de acordo com o tema e a expertise, os quais devem emitir seu parecer com base no roteiro disponibilizado no sistema, podendo sugerir aprovação, rejeição ou recomendar alterações no texto. Caso haja divergência entre os pareceres, o manuscrito é encaminhado a um terceiro parecerista.

Com base nos pareceres recebidos, o editor associado recomenda a aceitação, a rejeição ou a reformulação do manuscrito. No caso de solicitação de reformulação, os autores devem devolver o manuscrito revisado no prazo de 15 dias, que pode ser prorrogado a pedido deles. Não havendo manifestação dos autores no prazo estabelecido, o manuscrito é excluído do sistema.

A versão corrigida pelos autores é analisada pelo editor associado, que pode decidir pelo aceite do manuscrito (se considerar que todas as recomendações dos pareceristas foram cumpridas) ou criar uma segunda rodada de avaliação para emissão de novos pareceres, que podem indicar aceite, rejeição ou solicitação de novas correções, e assim sucessivamente até a decisão final. O editor associado também é responsável pela leitura e aprovação da versão final do manuscrito diagramado.

Em consonância com os princípios da Ciência Aberta, a ‘Saúde em Debate’ publica, no final do manuscrito aprovado, o nome, a afiliação institucional e o Orcid do editor associado responsável pela avaliação do artigo.

A ‘Saúde em Debate’ adota três modalidades de avaliação por pares:

  1. Avaliação duplo-cega: os autores e os pareceristas não conhecem a identidade um do outro.
  2. Avaliação simples-cega: os autores revelam sua identidade, mas os pareceristas permanecem anônimos.
  3. Avaliação aberta: os autores e os pareceristas conhecem a identidade um do outro.

A modalidade de avaliação mais comum adotada pela revista é a duplo-cega. Entretanto, nos casos de preprint, o anonimato dos autores não é assegurado.

Decisão editorial

As editoras-chefes têm plena autoridade para decidir sobre a aceitação final do trabalho, bem como sobre as alterações efetuadas. Não são admitidos acréscimos ou modificações posteriores à aprovação final do trabalho. Após o aceite do manuscrito, a equipe técnica dará as orientações e fará os encaminhamentos para a produção editorial, que envolve: normalização, revisão ortográfica e gramatical, tradução, diagramação (PDF e XML) e envio às bases de dados. Esse processo pode demorar até 60 dias.

Submissões internas

Os editoriais publicados nos números regulares e as apresentações publicadas nos números especiais temáticos não são submetidos à avaliação por pares, contudo, são revisados e aprovados pelo Comitê Editorial da revista.

Dados abertos

A ‘Saúde em Debate’ incentiva os autores a disponibilizarem todos os dados da pesquisa (banco de dados, métodos, códigos e outros materiais utilizados e resultantes da pesquisa) em repositórios confiáveis de Acesso Aberto. Possui uma página na SciELO Data para que os autores depositem seus dados de pesquisa, que pode ser acessada em: https://data.scielo.org/dataverse/brsdeb. Caso os autores decidam depositar os dados em outro repositório, há opções disponíveis em: https://www.scielo.org/pt-br/sobre-o-scielo/metodologias-e-tecnologias/lista-de-repositorios-para-deposito-de-dados-de-pesquisa/.

Para auxiliar no depósito de dados, recomendamos consultar o ‘Guia de Preparação de dados de pesquisa’ e o ‘Guia de depósito de dados’.

Cobrança de taxas

Taxa de submissão

A ‘Saúde em Debate’ não cobra taxas de submissão.

Taxa de publicação

É cobrada taxa de publicação no valor de R$ 1.000 (atualizada em fevereiro de 2026). O valor dos manuscritos aprovados para as seções de entrevista e resenha é de R$ 800. O Comitê Editorial avaliará solicitações de desconto ou de isenção da taxa de publicação.

Outros custos

Custos adicionais referem-se a: 1) revisão ortográfica e gramatical (obrigatória), realizada por profissional especializado, sendo facultada aos autores a escolha de um revisor da lista disponibilizada pela revista; 2) tradução para a língua inglesa, espanhola e/ou portuguesa (opcional), com base em uma lista de tradutores indicados pela revista. Nos dois casos, a negociação deve ocorrer entre autores, revisores/tradutores.

Errata e retratação

A ‘Saúde em Debate’ está comprometida com princípios éticos e de transparência na pesquisa e nas comunicações científicas. Segue as orientações e as recomendações do ICMJE para elaboração, redação, edição e publicação de trabalhos acadêmicos. Adota, nos processos editoriais, os princípios de transparência e de boas práticas em publicações acadêmicas do Cope, que incluem procedimentos diante de erros ou de más condutas em pesquisa e na comunicação científica, além do ‘Guia de boas práticas para o fortalecimento da ética na publicação científica’ da Rede SciELO.

Erratas

A ‘Saúde em Debate’ adota a política de correções pós-publicação em conformidade com o ‘Guia para registro e publicação de errata’ da SciELO, assegurando a precisão e a transparência do registro científico. As correções, por meio de erratas, podem ocorrer quando forem identificados erros científicos, factuais ou editoriais que não invalidam o conteúdo central do artigo, mas que exijam atualização ou ajuste para garantir a exatidão das informações. A solicitação pode ser feita pelos autores, editores ou leitores e deve ser encaminhada ao e-mail oficial da revista (revista@saudeemdebate.org.br), com a descrição detalhada do erro e da correção proposta. Após avaliação editorial, a correção é publicada como errata, mantendo-se o manuscrito original e registrando-se a alteração ao final do texto, com vinculação por Digital Object Identifier (DOI).

Retratações

A ‘Saúde em Debate’ adota diretrizes rígidas para prevenir e identificar eventuais más condutas nas pesquisas. A retratação será efetuada quando houver comprovação de erro grave que comprometa os resultados ou as conclusões do estudo, bem como em casos de fraude, fabricação ou manipulação de dados, plágio, publicação redundante ou violações éticas relativas à pesquisa com seres humanos ou animais. A apuração é conduzida pelo Conselho Editorial em conformidade com as diretrizes Cope. Confirmadas as irregularidades, a decisão final pela retratação é tomada dando ciência aos autores. Dois tipos de retratação são possíveis: 1) retratação total: cancela todo o conteúdo do documento publicado; 2) retratação parcial: cancela parte do conteúdo do documento publicado.

A revista explicita, de forma clara, o motivo pelo qual o documento está sendo objeto de retratação em texto que deve incluir a citação completa do documento retratado na norma bibliográfica adotada pelo periódico.

Política sobre conflito de interesses

Conflitos de interesses podem ocorrer quando autores, revisores ou editores possuem interesses que podem ter influenciado na elaboração do manuscrito e/ou influenciar no processo de avaliação.

Ao submeter o manuscrito, os autores são responsáveis por reconhecer e declarar conflitos financeiros ou de outra natureza que possam ter influenciado o trabalho. Exemplos de conflitos de interesses: vinculação empregatícia, consultoria, financiamento recebido, participação acionária em empresas, honorária, testemunho de especialistas pagos, patentes, entre outros. Caso haja, ainda que potencialmente, conflito de interesses, o(s) autor(es) deve(m) informá-lo na folha de rosto anexada ao sistema no momento da submissão.

Da mesma forma, os revisores devem informar, ao editor responsável, qualquer conflito de interesses que possa influenciar na análise do manuscrito, declarando-se impossibilitado de decidir sobre ele.

Quando um editor tiver conflito de interesses, deve delegar a decisão a outros editores.

Para informações adicionais, acessar: Disclosure of Financial and Non-Financial Relationships and Activities, and Conflicts of Interest

Adoção de softwares de verificação de similaridade

Os manuscritos recebidos passam por um software de detecção de plágio durante a avaliação técnica, com emissão de relatório. A ‘Saúde em Debate’ utiliza o software Crossref Similarity Check integrado ao iThenticate. Os autores podem ser questionados sobre as informações identificadas pela ferramenta, a fim de garantir a originalidade dos manuscritos, referenciando todas as fontes utilizadas. Caso seja comprovada a existência de plágio, o manuscrito é rejeitado.

Os artigos derivados de trabalhos acadêmicos (dissertações e teses) depositados em repositórios institucionais não constituem autoplágio. O depósito de teses e dissertações em repositórios institucionais não compromete o ineditismo e deve ser reconhecido como parte legítima da comunicação científica. A ‘Saúde em Debate’ reafirma seu compromisso com a Ciência Aberta, defendendo políticas editoriais que assegurem a transparência, valorizem a declaração da origem dos manuscritos e fortaleçam a disseminação pública do conhecimento científico.

Questões de sexo e gênero

A equipe editorial da ‘Saúde em Debate’, assim como os autores que publicam nela, devem seguir as orientações sobre Equidade de Sexo e Gênero em Pesquisa (Sex and Gender Equity in Research, Sager). As diretrizes Sager compreendem um conjunto de diretrizes que orientam o relato de informações sobre sexo e gênero no desenho do estudo, na análise e na interpretação dos resultados. Além disso, o periódico observa a política de equidade de gênero na formação de seu corpo editorial. Assegura que os processos de avaliação e decisão sejam conduzidos com imparcialidade, transparência e respeito à pluralidade de saberes, identidades e experiências. Nenhum manuscrito é recusado liminarmente com base em características dos autores, tais como cor da pele, etnia, nacionalidade, religião, orientação sexual, identidade ou expressão de gênero, deficiência, condição socioeconômica, idade, posicionamento político ou qualquer outro fator discriminatório. A revista incentiva a publicação de temáticas e abordagens que enfrentam as desigualdades sociais em saúde e reafirma seu compromisso com a ampliação da acessibilidade dos conteúdos, em consonância com os princípios da Ciência Aberta e das boas práticas editoriais.

Adoção de softwares e uso de recursos de Inteligência Artificial

A equipe editorial informa que não utiliza ferramentas de Inteligência Artificial (IA) generativa no processo editorial. Contudo, a ‘Saúde em Debate’ reconhece que a IA pode ser empregada como ferramenta auxiliar em atividades de pesquisa. A revista permite que autores utilizem a IA (LLMs, chatbots ou criadores de imagens) nas seguintes situações: revisão linguística, correção gramatical e organização textual. O uso de IA deve ser registrado na seção ‘Material e métodos’, informando o nome da ferramenta e o motivo do uso. A utilização dessas tecnologias deve ser realizada sob a supervisão dos pesquisadores, com a autoria permanecendo exclusivamente humana, conforme os critérios do ICMJE e as recomendações da World Association of Medical Editors (Wame). Se for constatada a utilização de aplicativo de IA durante a análise de similaridade e isso não foi adequadamente informado, o manuscrito será automaticamente desconsiderado para publicação.

Comitê de Ética em Pesquisa

Os autores devem anexar, no ato da submissão, o comprovante de aprovação do CEP da instituição responsável pela aprovação da pesquisa.

Toda pesquisa conduzida com seres humanos deve prever o consentimento de seus participantes ou de seus responsáveis legais, que devem conhecer os objetivos da pesquisa, os potenciais riscos e os benefícios. A eles, deve ser fornecido o contato dos pesquisadores e garantida a opção de se retirar do estudo a qualquer momento. A forma de obtenção do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e o seu conteúdo devem ser analisados e aprovados pelo CEP.

Direitos autorais e licenciamento

Em caso de publicação do manuscrito na ‘Saúde em Debate’, os autores mantêm os direitos autorais sobre ele, permitindo, por meio da Licença Creative Commons Attribution BY 4.0, que seja utilizado e distribuído sem restrição desde que o trabalho original seja corretamente citado. Os autores, sob essa licença, autorizam a primeira publicação na ‘Saúde em Debate’.

Patrocinadores e agências de fomento

A ‘Saúde em Debate’ não trabalha com anúncios e publicidade. O Cebes concede bolsas para a manutenção da equipe técnica da revista. Submetemos projetos às chamadas para Programas Editoriais do CNPq e de outras agências de fomento do Brasil, visando garantir a sustentabilidade financeira da revista.

Além disso, a ‘Saúde em Debate’ publica números especiais temáticos financiados por meio de parcerias institucionais. A proposta dos números temáticos é avaliada pelo Comitê Editorial e, se aprovada, é realizada chamada aberta para captação de manuscritos. O processo de submissão e avaliação dos manuscritos segue os mesmos critérios dos números regulares; nesse caso, os autores são isentos da taxa de publicação.

Contato

Editoras-chefes (decisões e denúncias)
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Editora executiva (produção editorial)
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