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Interdisciplinaridade na saúde coletiva
v. 46 n. especial 6 dez (2022)“Este número especial da revista ‘Saúde em Debate’, dedicado à temática ‘Interdisciplinaridade na saúde coletiva’, reflete e explora aspectos teórico-metodológicos, a formação e a pesquisa sobre esse tema no campo da saúde coletiva. [...] se inicia com o artigo de Nísia Trindade, debatido por Gulnar Azevedo e Silva e Aurea Ianni, acerca dos desafios no caminho da interdisciplinaridade e a forma por meio da qual eles vêm se desenvolvendo no campo da saúde coletiva. O texto destaca que a pandemia da Covid-19 traz uma nova ordem de questões, em que se faz necessário repensar as divisões entre mundo natural e sociedade e os desafios ambientais, bem como a configuração atual do campo da informação e comunicação. A publicação traz artigos originais e de revisão, além de relatos de experiência. Alguns textos apresentam experiências práticas dos fazeres de pesquisa, ensino, extensão, gestão e cuidado em saúde, e outros produzem e aprofundam discussões sobre a interdisciplinaridade no que se refere a sua episteme e teorias balizadoras.” (trechos da Apresentação assinada pelas editoras científicas).
Temas abordados: pandemia e interdisciplinaridade: desafios para a saúde coletiva; formação interdisciplinar de graduandos de medicina; PET-Saúde/Interprofissionalidade; o cinema documentário como inspiração para descolonizar a produção de conhecimentos; crianças com a Síndrome Congênita do Zika; Saúde mental infantojuvenil e a escola; lei de prioridade dos idosos nas demandas judiciais de saúde no Rio de Janeiro; cotidiano de crianças e adolescentes com hanseníase; Escala de Literacia em Saúde e eHEALS para idosos; redes sociais de apoio às pessoas trans; Comunidade Ampliada de Pesquisa-Ação; interdisciplinaridade, interprofissionalidade e diversidade racial na formação antirracista do profissional de saúde; interprofissionalidade e interdisciplinaridade em saúde: resistências a partir de conceitos da Análise Institucional; relação entre território e residência em saúde; interdisciplinaridade na saúde: a experiência das rodas de conversas na pandemia; interdisciplinaridade na construção da Educação Permanente em Saúde com equipes gestoras; Círculo de Cultura como estratégia de promoção da saúde: encontros entre educação popular e interdisciplinaridade; gênero e saúde na formação de residentes de um hospital universitário; economia solidária e saúde mental: relato de experiência de práticas virtuais; interdisciplinaridade nas práticas de cuidado em saúde mental; ensino da saúde coletiva no Brasil.
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Saúde da criança: integração entre ensino, pesquisa, serviço e gestão
v. 46 n. especial 5 dez (2022)A Apresentação do número especial da Saúde em Debate ‘Saúde da criança: integração entre ensino, pesquisa, serviço e gestão’, assinada pelos editores científicos convidados, começa com a poesia de Gabriela Mistral, ‘Seu nome é hoje’:
“Somos culpados de muitos erros e faltas
porém nosso pior crime é o abandono das crianças
negando-lhes a fonte da vida
Muitas das coisas de que necessitamos podem esperar.
A criança não pode
Agora é o momento em que seus ossos estão se formando
seu sangue também o está
e seus sentidos estão se desenvolvendo
A ela não podemos responder ‘amanhã’
Seu nome é hoje."A poesia da ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura de 1945 clama pela emergência de cuidar das crianças. Era premente em meados do século passado; é urgente hoje. Não à toa, uma das primeiras medidas anunciada pela equipe de transição do presidente eleito (em 2022) Luiz Inácio Lula da Silva foi a prioridade na recuperação dos índices de cobertura vacinal das crianças – temática fortemente negligenciada nos últimos quatro anos no Brasil. [...] A edição desta publicação sobre saúde infantil vem ao encontro desse processo e se torna uma voz que atende a este clamor: ‘Seu nome é hoje’, principalmente se colocarmos em evidência a saúde da criança, área que passou por muitos desafios.”
Temas abordados: Caderneta da Criança e a terapia ocupacional; profissionais da Atenção Primária à Saúde na Amazônia brasileira e saúde materno-infantil; registro da alimentação infantil e intercorrências clínicas na Caderneta da Criança; promoção da saúde na primeira infância: tecendo redes locais; Cobertura Vacinal em crianças de zero a 12 meses no Piauí; Interprofissionalidade, formação e trabalho colaborativo no contexto da saúde da família; relações familiares de crianças em situação de vulnerabilidade e violência; vulnerabilidade de crianças com necessidades especiais de saúde; determinantes socioeconômicos no desenvolvimento motor de lactentes em Manaus, Amazonas; práticas e conhecimentos parentais sobre as aquisições motoras infantis; frenectomias realizadas no contexto do SUS após obrigatoriedade do teste da linguinha; intervenção motora domiciliar centrada na família para a funcionalidade de indivíduos com Duchenne; repercussões da pandemia da Covid-19 em crianças do Ensino Fundamental; Perfil sociodemográfico e farmacoepidemiológico de crianças infectadas pelo HIV; prescrições de metilfenidato em ambulatório de neuropediatria; o corpo da criança como receptáculo da violência física; abuso sexual contra crianças: estratégias de enfrentamento na Atenção Primária à Saúde em um município da região metropolitana do Recife; cuidado à criança no contexto prisional; puericultura no SUS; formação em saúde da criança na Amazônia brasileira; Multicampi Saúde da Criança: contribuições extensionistas na formação médica no Norte do Brasil; alimentação complementar saudável no Acre, Amazônia brasileira; integralidade na atuação interprofissional no cuidado da obesidade infantil; Aleitamento Materno nos Centros de Educação Infantil do município de São Paulo; Almanaque das Emoções para crianças e adolescentes, em época de pandemia.
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Saúde em Debate
v. 46 n. 135 out-dez (2022)Editorial do último número regular da ‘Saúde em Debate’ de 2022, escrito pelas editoras científicas da revista: ‘Lula Presidente: a herança e os desafios para o campo democrático’ – “Há seis anos, a democracia do Brasil vem se confrontando com o fascismo que aqui se instalou juntamente com graves crises política, econômica, sanitária, cultural e social. A pandemia da Covid-19 matou, até setembro de 2022, 685.677 pessoas, proporcionalmente uma das maiores mortalidades do planeta (14º lugar) e a segunda das Américas com 3.214 milhão de habitantes, ficando atrás apenas do Peru. [...] No contexto de uma sociedade dividida e inundada pelo ódio, a grande tarefa para Lula será reconstruir o País, a democracia, a unidade e a esperança, implementando, ao mesmo tempo, políticas sociais que reduzam as enormes desigualdades herdadas, particularmente a fome que hoje atinge 33 milhões de brasileiros. Há grande expectativa quanto ao fortalecimento do setor da saúde e do Sistema Único de Saúde (SUS) que ganhou visibilidade e certa valorização popular na pandemia, mas que, ao mesmo tempo, é um setor em forte disputa com o mercado privado. O convite às lideranças do Conselho Nacional de Saúde e do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), para compor a Comissão de Transição do governo na área da saúde, sinalizam sobre o papel que as organizações e as entidades da saúde coletiva e do Movimento da Reforma Sanitária (MRS) podem desempenhar no futuro governo como atores com capacidade e poder de influenciar os rumos da saúde”.
Assuntos abordados: qualidade da informação de saúde na internet; violência, sofrimento mental e invisibilidades nas favelas do Rio de Janeiro; humanização do nascimento e empoderamento das mulheres no Québec e no Chile; assistência hospitalar ao parto e nascimento; judicialização da saúde como estratégia de sustentabilidade do SUS; prevenção e controle do câncer bucal no Rio de Janeiro; serviços odontológicos do Paraná no enfrentamento da Covid-19; o Caps e a teoria winnicottiana; trabalho de enfermagem na Atenção Primária à Saúde no estado da Paraíba – Brasil; diagnóstico de HIV/Aids após quatro décadas de epidemia; cuidado em saúde sob o olhar de Pessoas Vivendo com HIV/Aids; estudo de caso sobre cuidado e viver de mulheres com HIV; saúde coletiva e psicologia social da práxis: um caminho interdisciplinar como metaformação na pós-graduação; educação física e a formação em saúde coletiva; Educação Permanente em Saúde: uma política interprofissional e afetiva; qualidade do cuidado e segurança do paciente; aplicabilidade do Three Delays Model no contexto da mortalidade materna; Big Data e Inteligência Artificial para pesquisa translacional na Covid-19; força de trabalho em saúde no Brasil; experiências pedagógicas para a construção da interdisciplinaridade em saúde coletiva; Plano Municipal de Saúde na perspectiva distrital: experiências e desafios no contexto pandêmico.
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Acreditação institucional em ouvidorias do SUS e participação da sociedade
v. 46 n. especial 4 nov (2022)As Ouvidorias Públicas são organismos essenciais e inovadores [...]. Representam a porta de entrada de demandas individuais e coletivas de cidadãos e beneficiários das políticas públicas. No setor saúde nacional, há uma evidente evolução em sua integração aos processos decisórios, a qual reflete a sua institucionalização progressiva. Os artigos publicados nesta edição efetuam reflexões sobre as conexões diretas ou entrelaçadas entre as Ouvidorias do Sistema Único de Saúde (SUS) e processos decisórios em escala setorial. Integrados à temática da governança e da participação da sociedade, tais artigos fornecem análises sobre essas experiências e temas relacionados no contexto nacional e internacional. [Trecho da Apresentação do número especial assinado pelos editores científicos José Inácio Jardim Motta e José Mendes Ribeiro].
Assuntos abordados: sistemas de saúde, mecanismos de governança e porosidade governamental em perspectiva comparada; participação, representação e deliberação no processo decisório do Conselho Municipal de Saúde de Marabá-PA; perfil e manifestações da população de 15 a 29 anos à Ouvidoria-Geral do SUS; Sociedade, fobias e diferenças; mecanismos de governança, instituições societárias e burocracia estatal; vigilância civil em saúde, estudos de população e participação popular; análise do sistema de saúde chileno e sua estrutura na participação social; participação pública em saúde e Covid-19 em Portugal; gestão participativa na Atenção Primária à Saúde em território urbano vulnerável; Acreditação Institucional de Ouvidorias do SUS; construção do processo de Acreditação Institucional de ouvidorias do SUS; as Ouvidorias do SUS e a Rede Brasileira de Escolas de Saúde Pública; experiência da Ouvidoria SUS Bahia; Entrevista com Fernando Pigatto – Presidente do Conselho Nacional de Saúde; das lutas contra a ditadura às lutas pela democracia: o pensamento de Antônio Ivo de Carvalho.
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PSE: 15 anos promovendo saúde na escola
v. 46 n. especial 3 nov (2022)“‘PSE: 15 anos promovendo saúde na escola’ é resultado da intersetorialidade entre saúde e educação no longínquo compromisso desses setores na implementação do Programa Saúde na Escola (PSE) no Brasil. [...] Tem como proposta a disseminação do conhecimento sobre a implementação, a gestão intersetorial e as ações do PSE na promoção da saúde, prevenção de doenças e agravos, bem como a atenção à saúde dos estudantes da rede pública de Educação Básica. [...] Em comemoração aos 15 anos do PSE, o Departamento de Promoção da Saúde da Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde e apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), escolheu celebrar uma festa de conhecimentos científicos de inovações no campo da intersetorialidade entre saúde e educação por meio da publicação deste número especial da revista ‘Saúde em Debate’”. (trechos da Apresentação do número especial).
Assuntos abordados: implementação do Programa Saúde na Escola (PSE) no Brasil; participação juvenil no PSE: o papel da gestão federal; o PSE no Distrito Federal antes e durante a pandemia da Covid-19; abrangência do PSE em Vitória de Santo Antão-PE; integração das ações do PSE entre profissionais da saúde e da educação em Belo Horizonte-MG; análise do processo de trabalho dos profissionais da saúde e educação no PSE; percepção de profissionais da saúde e da educação sobre o PSE; PSE: potencialidades e limites da articulação intersetorial para promoção da saúde infantil; alimentação adequada e saudável no âmbito do PSE; práticas educativas de nutricionistas no PSE; ações de práticas corporais e atividade física no PSE; PSE: aspectos da saúde bucal dos estudante; PSE: prevenir Dengue, Zika e Chikunguny; PSE: intervenção contra a dengue em Matinhos-PR; violência contra crianças e adolescentes: intervenções multiprofissionais da Atenção Primária à Saúde na escola; saúde ocular e o PSE; saúde do adolescente na rede federal de ensino brasileira; PSE: desafios e possibilidades para promover saúde na perspectiva da alimentação saudável.
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Saúde em Debate
v. 46 n. 134 jul-set (2022)Trechos do editorial publicado neste número da ‘Saúde em Debate’ assinado por Lucia Souto, presidenta do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), sob o título ‘Conferência Livre, Democrática e Popular lança diretrizes para refundação do Brasil’:
“Nos aproximamos das eleições mais importante de nossas vidas. Em outubro, o povo brasileiro vai decidir, com o voto eletrônico, se retomaremos os rumos da democracia plena ou se continuará a barbárie de um governo autoritário, excludente, misógino, que aniquilou conquistas históricas do povo na área da saúde, do trabalho, da cultura e das políticas sociais. [...] Durante a Conferência, realizada em 5 de agosto, em São Paulo, foi entregue a Luiz Inácio Lula da Silva, candidato a Presidente da República pela Coligação Brasil da Esperança, o documento ‘Saúde como Direito’, que representa toda a força do movimento sanitário no Brasil. [...] O documento final é uma síntese de políticas de cuidados e direitos universais e foi elaborado em conjunto pelas entidades e movimentos que integram a Frente Pela Vida, entre elas, o Cebes, o Conselho Nacional de Saúde, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), a Rede Unida e a Sociedade Brasileira de Bioética, ampliado com as sugestões acolhidas durante a conferência. O documento foi construído sobre cinco eixos fundamentais: o primeiro é o acesso universal à saúde; o segundo é a articulação das redes, levando em consideração integralidade e equidade; o terceiro é relativo ao Complexo Econômico e Industrial da Saúde (Ceis); o quarto, a gestão compartilhada e o controle social do SUS; e o quinto, a gestão do trabalho e da educação em saúde.”
Assuntos abordados nos artigos publicados: SUS na mídia em contexto de pandemia; ‘o outro’ da pandemia da Covid-19: ageísmo contra pessoas idosas em jornais do Brasil e do Chile; a Atenção Primária à Saúde e o enfrentamento da Covid-19; a telemedicina no combate à Covid-19 em Vitória/ES, Brasil; testes diagnósticos nacionais e a vigilância sindrômica da Covid-19; Síndrome Inflamatória Multissistêmica e Covid-19 em crianças e adolescentes no Brasil; secretários de saúde: interfaces entre saúde e os processos político-eleitorais; projetos formativos em saúde pública no Brasil; Atenção Primária à Saúde em uma região da Amazônia colombiana; Saúde Socioambiental na Atenção Básica; saúde socioambiental na formação em saúde; Rede de Atenção às Urgências e Emergências; judicialização na saúde suplementar e planos de saúde em Belo Horizonte, Minas Gerais; atuação das autoridades e das comunidades no controle das arboviroses; Política Distrital de Alimentação e Nutrição; internação compulsória decorrentes do uso de drogas; Acidente de Trabalho com Exposição a Material Biológico; conjuntura política brasileira e saúde: do golpe de 2016 à pandemia de Covid-19; individualização e trabalho no contexto da pandemia de Covid-19 no Brasil; medidas de obrigatoriedade da vacina contra a Covid-19 no Brasil; sindemia: tautologia e dicotomia em um novo-velho conceito; políticas farmacêuticas para acesso a medicamentos de alto preço na Inglaterra e no Brasil; o acadêmico de Medicina frente à população em situação de rua.
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Saúde, agrotóxicos e agroecologia
v. 46 n. especial 2 jun (2022)“Este número especial da ‘Saúde em Debate’ que tem como tema ‘Saúde, Agrotóxicos e Agroecologia’ foi construído para contribuir com um debate estratégico, direcionado para aprofundar a compreensão de abordagens teóricas, práticas e epistemológicas mais críticas voltadas para o fortalecimento da agroecologia e a redução das nocividades dos agrotóxicos para a saúde, o ambiente e a sociedade. Buscou-se refletir sobre a relação entre esses elementos e o campo da saúde coletiva, na perspectiva de promover uma transição em direção a sistemas alimentares que propiciem justiça socioambiental, segurança e soberania alimentar e nutricional, territórios sustentáveis e a saúde” (trecho da Apresentação da revista assinado pelos editores científicos convidados Guilherme Franco Netto, Aline do Monte Gurgel e André Campos Burigo).
Reúne manuscritos com as seguintes temáticas: agronegócio no Cerrado; territórios indígenas e determinação socioambiental da saúde; exposição aos agrotóxicos em municípios mato-grossenses; produção de soja, agrotóxicos e participação na saúde ambiental no Uruguai; consumo e impactos de agrotóxicos na Colômbia; mulheres lavradoras e os agrotóxicos na agricultura familiar; agrotóxicos e saúde de trabalhadores rurais em Pernambuco; empoderamento e construção coletiva ante situações de risco no uso de agrotóxicos; saúde coletiva e agroecologia; plantas medicinais em agroflorestas na promoção de territórios saudáveis e sustentáveis; agricultura familiar e alimentação escolar no Rio Grande do Norte; compra de alimentos da agricultura familiar para alimentação escolar no Brasil; exposição infantil aos agrotóxicos no município do Rio de Janeiro; comercialização de agrotóxicos e o modelo químico-dependente da agricultura do Brasil; pulverização aérea de agrotóxicos em uma comunidade rural em contexto de conflito; benefícios fiscais aos agrotóxicos, sustentabilidade da agricultura e a saúde no Brasil; Territórios Saudáveis e Sustentáveis no Distrito Federal: agroecologia e impacto dos agrotóxicos; saúde coletiva e agroecologia: sistemas alimentares sustentáveis e saudáveis; vozes e fazeres do semiárido: convites à descolonização do campo científico; toxicologia crítica aplicada aos agrotóxicos; soberania alimentar, estratégia terapêutica para recuperar a saúde diante do avanço do extrativismo agroindustrial; saúde mental, direitos humanos e justiça ambiental: a ‘quimicalização da vida’; promoção da saúde e resistência camponesa; agroecologia e saúde coletiva na construção dos agrotóxicos como problema de saúde pública no Brasil; da pandemia à agroecologia; produtividade do agronegócio e suas externalidades sob a ótica do biopoder; agrotóxicos e desenvolvimento de câncer no contexto da saúde coletiva; Covid-19 e a fome: futuro agroecológico; agroecologia na agenda brasileira de políticas públicas; desastres socioambientais e sanitários do agronegócio; agrotóxicos, desfechos em saúde e agroecologia no Brasil; saúde e saneamento de uma comunidade quilombola no entorno da capital do Brasil; Chácara Bindu, uma experiência de agroecologia; vigilância em saúde de populações expostas a agrotóxicos; feiras orgânicas enquanto política de abastecimento alimentar e promoção da saúde; resenhas dos livros ‘Agrobiodiversidade e direitos dos agricultores’, de Juliana Santilli, e ‘Saúde, ecologias e emancipação: conhecimentos alternativos em tempos de crise(s)’, de Marcelo Firpo Porto, Diogo Ferreira Rocha e Marina Tarnowiski Fasanello.
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Saúde em Debate
v. 46 n. 133 abr-jun (2022)‘Defender a democracia, o direito à saúde, a vida e o SUS: pauta da Conferência Livre, Democrática e Popular’, título do editorial da Saúde em Debate v. 46, nº 133, assinado pelas editoras da revista, Maria Lucia Frizon Rizzotto, Ana Maria Costa, Lenaura de Vasconcelos Costa Lobato. O editorial apresenta e reflete sobre a criação da Frente Pela Vida que lançou a Conferência Nacional Livre, Democrática e Popular de Saúde, em 7 de abril de 2022, como preparação para a XVII Conferência Nacional de Saúde, que ocorrerá em 2023.
Neste número, a revista reúne temas como: financiamento federal do Sistema Único de Saúde para o enfrentamento da Covid-19; recursos humanos do SUS na pandemia: fragilidades nas iniciativas do Ministério da Saúde; impactos da pandemia da Covid-19 na região da Sub-Bacia do Canal do Cunha, Rio de Janeiro; saúde mental dos estudantes de escolas públicas na pandemia de Covid-19; gênero e vulnerabilidade em políticas públicas de atenção ao Papiloma Vírus Humano (HPV) e Câncer Cervical (CC) no México; barreiras para o encaminhamento para o cuidado paliativo exclusivo: a percepção do oncologista; incremento decenal de estabelecimentos assistenciais no Brasil e vinculações com o Sistema Único de Saúde; o farmacêutico na Atenção Primária à Saúde no Brasil; Desigualdades macrorregionais na atenção primária ao Diabetes Mellitus; vulneração social e problemas ético-políticos transversais à saúde bucal na Atenção Primária à Saúde; profissionais da Atenção Primária à Saúde e a Linha de Cuidado do Sobrepeso e Obesidade no estado do Piauí; Conexão SUS: um canal do YouTube como instrumento de formação educacional e fortalecimento do Sistema Único de Saúde; Uso do WhatsApp para suporte das ações de educação na saúde; a pandemia do capital no saneamento; trabalhadores expostos ocupacionalmente em uma indústria de processamento de minério de cassiterita; O campo científico da saúde coletiva; Neoextrativismo, garimpo e vulnerabilização dos povos indígenas como expressão de um colonialismo persistente no Brasil; Assistência Farmacêutica e governança global da saúde em tempos de Covid-19; Ageísmo, sindemia covídica e Bioética de Intervenção; Reforma Sanitária Brasileira: uma revisão sobre os sujeitos políticos e as estratégias de ação; cuidado a partir do hospital: interdisciplinaridade e dispositivos para integralidade na rede de atenção à saúde; práticas de gestão no cuidado ao HIV; resenha do livro ‘Loucura e transformação social: autobiografia da reforma psiquiátrica no Brasil’, de Paulo Amarante.
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Dois anos de pandemia: desafios para a saúde do século XXI
v. 46 n. especial 1 mar (2022)O editorial ‘Ainda tem pandemia, mas há esperança’, com autoria de Ana Maria Costa, Arthur Chioro, Josué Laguardia e Regina Fernandes Flauzino, abre a revista:
“Transcorridos dois anos desde o início da pandemia e após um ano de vacinação de segmentos da população, a situação global da Covid-19 ainda se apresenta sem perspectivas concretas de que essa doença será controlada em um curto período. A expectativa de que a vacinação mudaria os rumos da infecção foi confrontada com o aparecimento de uma nova variante, com a hesitação vacinal nos países mais ricos devido ao negacionismo e ao nacionalismo das vacinas e com a desigualdade no acesso aos imunizantes nos países mais pobres. [...] São complexos os desafios para o sistema de saúde brasileiro, para os quais se apresentam aqui cinco diretrizes estruturantes tal como imagens-objetivo, como contribuição ao debate nacional em torno do futuro da saúde e do SUS em nosso País:
- Saúde é o direito de viver bem
- Investir em saúde é fundamental para a soberania nacional e o desenvolvimento econômico
- O SUS é imprescindível para cuidar das pessoas e promover a cidadania
- É preciso garantir financiamento adequado para o SUS
- Saúde é democracia, e não há saúde sem o enfrentamento das iniquidades e justiça social”.
Temas abordados: gerenciando o SUS no nível municipal ante a Covid-19; Legislativo e Executivo na pandemia de Covid-19; decisões do Supremo Tribunal Federal no início da pandemia de Covid-19; governos estaduais no enfrentamento da Covid-19; concepções de adultos e idosos brasileiros sobre a pandemia da Covid-19; processo de trabalho de jornalistas durante a pandemia da Covid-19; saúde coletiva no enfrentamento da infodemia e das fake news; Vigilância em Saúde no âmbito da atenção primária para enfrentamento da pandemia da Covid-19; Estratégia Saúde da Família na linha de frente da pandemia da Covid-19; Práticas Integrativas e Complementares ofertadas pela enfermagem na Atenção Primária à Saúde; perspectiva do paciente sobre a assistência à saúde no contexto da Covid-19; adesão ao isolamento social na pandemia de Covid-19 entre professores; saúde/saúde mental na produção do cuidado na pandemia de Covid-19; repercussões da Covid-19 na saúde mental de estudantes do ensino superior; normas de biossegurança para Covid-19 entre profissionais de saúde bucal; Contracepção Reversível de Longa Duração (Larc) na pandemia; vacina contra Covid-19: arena da disputa federativa brasileira; distanciamento social durante a pandemia da Covid-19 e a crise do Estado federativo; ficcionalização em meio à Covid-19; pandemia do coronavírus e mulheres: efeitos nas condições de trabalho e na saúde; hesitação e recusa vacinal em países com sistemas universais de saúde; desigualdades da oferta hospitalar no contexto da pandemia da Covid-19 no Brasil; Covid-19 à luz dos marcadores sociais de diferença: raça, gênero e classe social; Ciência Aberta: revisão de literatura da comunicação científica sobre Covid-19 na plataforma SciELO; Agentes Comunitárias de Saúde na pandemia de Covid-19; fatores associados ao burnout em profissionais de saúde durante a pandemia de Covid-19; experiência de educação permanente em tempos de Covid-19; Rede de Informações e Comunicação sobre a Exposição de Trabalhadores/Trabalhadoras ao Sars-CoV-2 no Brasil.
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Saúde em Debate
v. 46 n. 132 jan-mar (2022)O editorial do primeiro número da Saúde em Debate de 2022 apresenta a atual Tese do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) ‘Saúde é Democracia, Democracia é Saúde’, aprovada na sua Assembleia geral em 10 de dezembro de 2021. A Tese “discute o padrão global vigente de universalização do mal-estar, com o agravamento das desigualdades e com o aumento exponencial da fome e da miséria, demonstrando a incapacidade do capitalismo, cada vez mais financeirizado e concentrado, de prover segurança e bem-estar às populações”.
O v. 46, nº 132 da revista reúne os seguintes temas: produtores públicos de medicamentos e ações estratégicas na pandemia da Covid-19; qualidade da informação de sites sobre Covid-19 e combate às fake News; mulheres profissionais da saúde e a pandemia da Covid-19; mortalidade por violência contra mulheres antes e durante a pandemia de Covid-19 no Ceará; mulheres atuantes no campo da saúde sobre violências de gênero; motoristas de Uber sobre condições de trabalho e saúde no contexto da Covid-19; descentralização da regulação ambulatorial no município do Rio de Janeiro; saúde de famílias rurais no sertão cearense; cuidado de Pessoas Vivendo com HIV/Aids na Atenção Primária à Saúde; trabalho na Estratégia Saúde da Família voltado às pessoas com sobrepeso e obesidade em São Paulo; educação popular e saúde mental; comunicação rizomática e os movimentos de resistência em tempos da Covid-19; olhares diversos sobre o Movimento da Reforma Sanitária Brasileira; acesso aos serviços de saúde pela População em Situação de Rua; Comunidade Ampliada de Pesquisa em ambiente virtual sobre trabalho e saúde docente.
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Saúde pública, ciência e sociedade
v. 45 n. especial 2 dez (2021)O Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) e a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), lançam o número especial temático sobre o impacto da pandemia da Covid-19 na ciência e na sociedade. Reúne artigos originais, ensaios, revisões e uma resenha, que apontam para o desafio da construção de um novo modelo de desenvolvimento social e para a urgente ampliação do papel regulatório e de provisão de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).
Temas abordados: resiliência nas cidades brasileiras e a pandemia da Covid-19; desigualdade social e vulnerabilidade dos povos indígenas no enfrentamento da Covid-19; Covid-19 e Doenças Negligenciadas ante as desigualdades no Brasil; tecnologia digital para o enfrentamento da Covid-19; doenças crônicas no estado de São Paulo durante a pandemia de Covid-19; concessão privatista do saneamento e a incidência da Covid-19 em favelas do Rio de Janeiro; do ‘Mais Médicos’ à pandemia de Covid-19: duplo negacionismo na atuação da corporação médica brasileira; Covid-19 no ambiente de trabalho e a saúde dos trabalhadores; monitoramento da Covid-19 nas favelas cariocas; medo, risco e vulnerabilidade em tempos de Covid-19; fatores estressores e protetores da pandemia da Covid-19 na saúde mental; gênero e a pandemia Covid-19; ações governamentais para enfrentamento da crise de desinformação durante a pandemia da Covid-19; resenha do livro ‘Fighting the first wave. Why the Coronavírus was tackled so differently across the global’ de Peter Baldwin.
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Saúde em Debate
v. 45 n. 131 out-dez (2021)“Nesses dois últimos anos, a pandemia da Covid-19 no Brasil tem-se traduzido como evento catastrófico, que, para além de expor a ênfase das políticas públicas do governo federal contra os direitos de cidadania conferidos pela Constituição Federal de 1988, evidencia, cada vez mais, determinação política de destruição do papel civilizatório do Estado na garantia de direitos individuais e coletivos. Essa é uma atitude política criminosa, que desconsidera a vulnerabilidade e a enorme desigualdade na população brasileira, que só fazem aumentar nessa crise sanitária. Ao contrário do que deveria se dar, moral e constitucionalmente, mister fosse implantar políticas voltadas para controle, superação e de redução dos impactos econômicos, sociais, culturais, educacionais e de ciência e tecnologia acirrados pela pandemia. [...] As atividades do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) na luta pela democratização da sociedade e a defesa dos direitos sociais, em particular o direito universal à saúde, foram intensificadas por articulação parceiras de pessoas e instituições, movimentos sociais, comprometidos com a reforma sanitária brasileira na expectativa de fortalecimento e mobilização contra essa atual conjuntura de sucateamento e desmonte do Sistema Único de Saúde (SUS) e dos direitos conquistados por meio da Constituição Cidadã!” – Trechos do editorial ‘O Cebes na luta durante a pandemia da Covid-19’ do último número da Saúde em Debate de 2021, de Lucia Souto e Carlos Silva.
A revista apresenta: Regionalização e crise federativa na pandemia da Covid-19; atenção a mulheres em situação de violência; urgências de baixo risco: integração entre atenção primária e Unidade de Pronto Atendimento; trabalho em equipes multiprofissionais na atenção primária no Ceará; Organização da Atenção Primária à Saúde em um município rural do Brasil; estratégias de cuidado para a saúde da população negra do campo em Caruaru/Pernambuco; conflito público-privado no SUS: a atenção ambulatorial especializada no Paraná; atenção farmacêutica: revolução ou penumbra paradigmática?; pagamento por desempenho às Equipes da Atenção Básica: análise a partir dos ciclos do PMAQ-AB; equipes de Atenção Primária à Saúde no teste rápido para Infecções Sexualmente Transmissíveis; assistência e adesão aos antirretrovirais em serviços especializados em HIV em Pernambuco/Brasil, 2017-2018; representações sociais de pessoas vivendo com HIV: autopercepção da identidade ego-ecológica; internação por Covid-19 nas regiões de saúde do Brasil; colapso na saúde em Manaus: o fardo de não aderir às medidas não farmacológicas de redução da transmissão da Covid-19; cumprimento das metas dos contratos de gestão e qualidade da atenção à saúde; Programa Mais Médicos, uma tentativa de solucionar o problema da distribuição médica no território brasileiro; tecnossocialidade no cotidiano de profissionais da atenção primária e promoção da saúde; participação popular e controle social na gestão do SUS.
Acesse a Saúde em Debate também no site do Cebes - http://cebes.org.br/publicacao-tipo/revista-saude-em-debate/ e no SciELO - https://www.scielo.br/j/sdeb/
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Mulheres, Ciências e Saúde
v. 45 n. especial 1 out (2021)“O número especial ‘Mulheres, Ciências e Saúde’ foi construído a partir de muitos olhares e contribuições de autoras e autores de diferentes áreas do conhecimento, que se somaram para trazer novas e distintas perspectivas de análise. A pertinência e a relevância social, política e científica desse tema têm sido enfatizadas no contexto crescente de debates sobre a atuação de mulheres na produção de conhecimentos, com destaque aos estudos feministas e de gênero, em articulação com práticas e pesquisas em saúde” – Abertura da apresentação das editoras científicas convidadas para a construção deste número especial da ‘Saúde em Debate’.
Reúne temas tais como: professoras negras na pós-graduação em saúde: entre o racismo estrutural e a feminização do cuidado; violência epistemológica a epistemologias próprias: experiências de narrativas com mulheres cis periféricas, mulheres trans e travestis; contribuições feministas e questões de gênero nas práticas de saúde da atenção básica do SUS; Ciência de Mulheres Negras; mulheres das ciências médicas e da saúde e publicações brasileiras sobre Covid-19; diferenças de gênero entre palestrantes de congressos odontológicos no Brasil; desigualdades de gênero por área de conhecimento na ciência brasileira; presença de mulheres na atividade de patenteamento no Brasil; pandemia de Covid-19 narrada por mulheres profissionais de saúde; Lygia Clark: sopros para contagiar de encanto a experiência do cuidado; relações sociais de sexo/gênero, trabalho e saúde: contribuições de Helena Hirata; terapia ocupacional: uma profissão feminina ou feminista; epistemologias feministas para uma prática obstétrica situada; mulheres pesquisadoras em meio à pandemia; liderança feminina: relato do primeiro encontro de mulheres Médicas de Família e Comunidade do Brasil; mulheres na gestão de tecnologias e engenharia clínica: o caso dos ventiladores pulmonares na Covid-19; das ciências sociais à saúde coletiva: entrevista com Maria Andrea Loyola.
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Saúde em Debate
v. 45 n. 130 jul-set (2021)‘Fome, desemprego, corrupção e mortes evitáveis: faces da necropolítica’, título do editorial que apresenta este novo número da Saúde em Debate. Assinado pelas editoras científicas da revista, Ana Maria Costa, Maria Lucia Frizon Rizzotto e Lenaura de Vasconcelos Costa Lobato, aponta as agruras que o povo brasileiro padece “oriundas da adoção de políticas econômicas praticadas pelo governo, que se submete aos interesses do mercado e do capital em detrimento das necessidades e demandas da população”.
Temas abordados: Reforma Sanitária Brasileira; Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional; precarização do trabalho: Organizações Sociais na Atenção Primária do município do Rio; trabalho de profissionais em hospital universitário; redes sociais e equipes em unidade da Atenção Primária à Saúde do município do Rio de Janeiro; estilos de vida: a experiência de uma comunidade educacional na Colômbia; Núcleos Ampliados de Saúde da Família: análise segundo os ciclos do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica; atuação do enfermeiro em distintos modelos de Atenção Primária à Saúde no Brasil; histórico familiar para câncer de mama em mulheres em Uberaba (MG); mortalidade proporcional nos povos indígenas no Brasil; tecnologias em saúde incorporadas no SUS; estudante de medicina e seu percurso acadêmico; perspectivas de brasileiros durante a pandemia da Covid-19: autocuidado e bioética ambiental; Atenção Primária à Saúde na rede SUS de enfrentamento à Covid-19; a voz da comunidade no enfrentamento da Covid-19: proposições para redução das iniquidades em saúde; Covid-19: atenção primária na Guatemala; análise de conjuntura em saúde: aspectos conceituais, metodológicos e técnicos; judicialização da saúde: as teses do STF; erro diagnóstico subsidia pacote de reformas que mina a Estratégia Saúde da Família; Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher; deficiência: palavras, modelos e exclusão; exposição ‘Zika Vidas que Afetam’; características de profissionais de saúde acometidos por Covid-19; saúde mental e Covid-19; políticas de regulação de reuso e implicações para a saúde coletiva; avaliação de programas de atenção pós-parto no Brasil.
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Saúde em Debate
v. 45 n. 129 abr-jun (2021)“Enquanto estas linhas estão sendo escritas, o Brasil atingiu 18 milhões de casos de Covid-19 e acabou de romper a barreira das 500 mil mortes por essa doença. O Presidente da República faz blagues, estimula aglomerações, desincentiva a vacinação. O ano de 2020 encerrou com o País de volta ao Mapa da Fome das Nações Unidas: 60% dos domicílios brasileiros em situação de insegurança alimentar, 15% em situação de insegurança alimentar grave – a fome propriamente dita. Junho de 2021, quase 15 milhões de desempregados, dos quais cerca de 3,5 milhões há mais de dois anos” – abertura do editorial do novo número da ‘Saúde em Debate’ assinado por José Carvalho de Noronha e Lucia Souto, diretor e presidenta do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes).
O volume 45, nº 129 apresenta artigos sobre: Comissão Intergestores Regional como mecanismo de governança da política de saúde no Ceará; reflexão sobre o discurso de bem-estar e desenvolvimento no neoliberalismo: o caso do sistema de saúde colombiano; atores da regulação assistencial no SUS; desempenho dos serviços de saúde do SUS em Pernambuco; Gestão participativa na Estratégia Saúde da Família (Método Paideia); coordenação do cuidado no Consultório na Rua no município do Rio de Janeiro; Rede Mãe Paranaense; Política Nacional de Saúde Integral da População Negra; Elaboração e validação de um instrumento para mensurar Autopercepção de Saúde em adultos; gastos com internações compulsórias por consumo de drogas no Espírito Santo; barreiras de acesso para Homens que fazem Sexo com Homens à testagem e tratamento do HIV em Curitiba; satisfação e acesso à saúde bucal das pessoas que vivem com HIV/Aids no nordeste brasileiro; práticas estéticas e corporais: criação e produção de subjetividade na atenção psicossocial; Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho; arte afro-brasileira como fortalecimento identitário entre estudantes de medicina; necessidades em(de) saúde: conceitos, implicações e desafios para o SUS; emendas parlamentares em saúde no contexto do orçamento federal; produção científica sobre Cuidados Intermediários e Hospitais Comunitários; instrumentos mais utilizados na avaliação da exposição a Experiências Adversas na Infância; práticas de Atenção Primária à Saúde na área de drogas; produção científica sobre os serviços farmacêuticos comunitários no enfrentamento da pandemia pelo coronavírus; resenha do livro ‘Política de controle do tabaco no Brasil’ de Leonardo Henriques Portes.
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Saúde em Debate
v. 45 n. 128 jan-mar (2021)"O Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), com a publicação desta revista ‘Saúde em Debate’, insere-se na luta por democratizar o acesso à defesa da vida e da saúde neste ambiente de conflito. Tem lutado para inserir a Covid-19 como doença principalmente de transmissão e letalidade ocupacional em que o adoecimento de idosos, crianças e adolescentes é fator colateral. Os recursos para estudar, pesquisar e publicar são escassos e significam, muitas vezes, o limite da sobrevivência para o próprio Cebes, para a população pobre trabalhadora, para os migrantes e para as periferias de um país que reluta em ser lançado ao cemitério e à guerra civil pelos seus próprios governantes". [Trecho do editorial ‘Vacinas contra a Covid-19: a doença e as vacinas como armas na opressão colonial’ assinado pelos diretores do Cebes Heleno Rodrigues Corrêa Filho e Alane Andrelino Ribeiro].
O número 128 da Saúde em Debate apresenta as seguintes temáticas: indução à pesquisa em saúde no Brasil para mitigar problemas relacionados à extrema pobreza; desafios para regionalização da Vigilância em Saúde no Brasil; práticas corporais como dispositivos da biopolítica e do biopoder na Atenção Primária à Saúde (APS); atenção em serviços de internação psiquiátrica em hospitais gerais na Argentina; organização em rede na atenção psicossocial especializada em Recife; relações de poder entre profissionais e usuários da APS; usuários que abandonam o cuidado em Centros de Atenção Psicossocial (Caps-III); Unidade de Acolhimento Adulto para usuários de álcool e outras drogas; clínica no Caps Infantojuvenil na adolescência; condutas realizadas pelas Comunidades Terapêuticas; fatores biopsicossocioculturais relacionados com o aleitamento materno; indicadores assistenciais de saúde bucal na Atenção Básica em Recife; corpos como objeto: uma leitura pós-colonial do ‘Holocausto Brasileiro’; abertura de possíveis no cuidado em saúde mental, em momentos de crise; extinção dos manicômios judiciários; Gestão Autônoma da Medicação, do Quebec ao Brasil; trabalho e adoecimento de bancários; sentidos sobre cuidado em saúde mental; resenha do livro ‘Redes regionalizadas de atenção à saúde: desafios à integração assistencial e à coordenação do cuidado’.
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Saúde em Debate
v. 44 n. 127 out-dez (2020)“A esperança impulsiona, alimenta, move e fortalece a utopia”, o editorial do último número da Saúde em Debate de 2020, assinado por diretoras do Cebes, chama atenção para as 200 mil mortes decorrentes da Covid-19, com franca elevação do número de casos e óbitos desde outubro e dramática previsão de aumento para os primeiros meses do ano vindouro em virtude das aglomerações de final de ano. Em meio às diversas mobilizações e posicionamentos públicos, o Cebes se articulou com dezenas de entidades do campo da saúde para formar a Frente pela Vida, a qual, diante da visível ausência de um plano de enfrentamento da pandemia, mobilizou estudiosos de todas as disciplinas para elaborar o Plano Nacional de Enfrentamento à Pandemia da Covid-19, oferecendo-o ao governo federal e aos governos das instâncias subnacionais como contribuição das entidades da Reforma Sanitária.
Temas abordados: gasto federal com políticas sociais; mercantilização do SUS no estado de São Paulo; práxis desenvolvidas no Conselho Municipal de Saúde em um município de São Paulo; instrumento Parental Health Literacy Activities Test (PHLAST); pacientes com câncer em área com uso de agrotóxicos; agrotóxicos e câncer em regiões de monocultura; acidente de trabalho grave em município do Paraná; cogestão em Unidade Básica de Saúde; comportamento reprodutivo em mulheres ribeirinhas; saúde dos reclusos em Maputo; autonomia entre beneficiários do Programa de Volta para Casa; violência institucional e enfermidade mental em manicômio da Bahia; análise de Serviços Residenciais Terapêuticos; implantação de um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) em Pernambuco; drogas e cuidado na Rede de Atenção Psicossocial: o que pensa quem usa; psicologias construídas no SUS; cuidado psicossocial na saúde mental infanto-juvenil; serviços de saúde mental e ações de ensino-aprendizagem; satisfação de negros e não negros assistidos em Caps AD; Atenção Primária à Saúde em viés tecnocrático e disruptivo; Direito Humano à Alimentação Adequada no Brasil; modernidade líquida e participação social em saúde; Avaliação de Tecnologias em Saúde na saúde suplementar brasileira; Educação Permanente em Saúde (EPS) nos Caps; movimentos instituintes na Reforma Psiquiátrica Brasileira; EPS e atenção psicossocial: a experiência do Projeto Rede Sampa.
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Covid-19: conhecer para enfrentar os desafios futuros
v. 44 n. especial 4 dez (2020)O editorial deste número especial da Saúde em Debate ‘Covid-19: conhecer para enfrentar os desafios futuros’ abre a revista com o seguinte trecho, assinado pelos editores científicos:
“Desde 25 de fevereiro, quando foi confirmado no Brasil o primeiro caso de Covid-19, acumulamos, lamentavelmente, 175 mil mortos, e mais de 6,5 milhões de infectados até a primeira semana de dezembro de 2020. Declarada pela Organização Mundial da Saúde como pandemia em 11 de março, a doença se move dos bairros mais ricos para as periferias; e dos grandes centros urbanos para as cidades do interior, alastrando-se pelo País ao longo desses meses, desenhando uma curva alargada na qual se destacam os níveis mais elevados de incidência, taxa de transmissão e óbitos nos meses de junho, julho e agosto. Sem o controle da doença e ainda com significativa taxa de transmissão, a Covid-19 volta a crescer no País, agora, tendo como epicentro todo o território nacional. Atualmente, o Brasil ocupa a sétima e a nona posição entre os países com as maiores taxas de mortalidade e letalidade, mas essa situação pode mudar perante o aumento do número de casos da doença, a extinção da renda emergencial e a retomada da lei do teto de gastos com o risco de uma perda em torno de R$ 40 bilhões para o orçamento da saúde a partir de 2021. Ao acentuar as injustas desigualdades sociais persistentes no País, a Covid-19 revela seu caráter discriminatório ao acometer os mais pobres e vulneráveis, sacrificando populações subalternizadas invisíveis – indígenas, negros, povo cigano, quilombolas, população de rua, refugiados”.
Reúne manuscritos com as seguintes temáticas: multilateralismo, ordem mundial e Covid-19; BRICS no contexto da pandemia; gestão política da Covid-19 em Portugal; o SUS em tempos de Covid-19; proteção social em tempos de Covid-19; Covid-19 e coordenação federativa no Brasil; financiamento do SUS e Covid-19; Vigilância Epidemiológica e a Covid-19 no Brasil; atenção hospitalar em tempos de pandemia; Atenção Primária à Saúde na rede SUS de enfrentamento à pandemia; saúde mental no Brasil durante a pandemia; morbimortalidade pela Covid-19 segundo raça/cor/etnia; limitação de dados de notificação de Covid-19; Covid-19 na Região Metropolitana da Baixada Santista; oferta pública e privada de leitos e acesso aos cuidados à saúde na pandemia no Brasil; uso de leitos hospitalares privados por sistemas públicos de saúde no Brasil; sobrevivência do SUS em tempos de pandemia; a pandemia nas favelas; a experiência de Niterói na coordenação e articulação municipal durante a pandemia; capacitação nacional emergencial em Saúde Mental e Atenção Psicossocial na Covid-19; análise de vivências na pandemia em populações vulneráveis; poluição sonora no ambiente urbano durante a pandemia; desigualdades de gênero e raça na pandemia.
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Retratos da Reforma Psiquiátrica Brasileira
v. 44 n. especial 3 out (2020)“Este número especial da revista ‘Saúde em Debate’, intitulado Retratos da Reforma Psiquiátrica Brasileira, é um compromisso democrático, tributo histórico e compartilhamento de saberes. Em cada texto, temos um retrato da nossa época. Um recorte do cotidiano dos serviços de saúde e de formas de cuidado reveladoras de um tempo que exigiu transformações sociais. Cada composição é uma espécie de instantâneo recortado do fluxo de um tempo produtivo dos novos paradigmas da desinstitucionalização” (trecho da Apresentação deste número assinada pelos editores científicos).
A edição reúne temas tais como: a Reforma Psiquiátrica é possível; bastidores políticos da Lei Paulo Delgado; o futuro da psiquiatria e da saúde mental; desinstitucionalização em debate; saúde mental e produção audiovisual; inclusão digital com usuários de Centros de Atenção Psicossocial (Caps); ouvidores de vozes, movimentos sociais e política; interprofissionalidade na saúde mental; abandono e não adesão ao tratamento em Caps; saúde mental na atenção básica em São Paulo; Apoio matricial na articulação entre atenção básica e Caps; familiares de autistas de Capsi (Caps Infantojuvenil) no Rio de Janeiro; cuidados às famílias no Capsi; gestão autônoma de medicação em Caps de Curitiba; acesso ao tratamento de usuárias de crack; o cuidado em Caps AD (Álcool e outras Drogas) e Comunidades Terapêuticas na perspectiva de usuários; Educação Permanente em Saúde/saúde mental/atenção básica; leitos de saúde mental em hospitais gerais no Rio de Janeiro; luta pelo reconhecimento da Reforma Psiquiátrica Brasileira (RPB); RPB e discussão parlamentar; aquilombamento da RPB; a crise na contemporaneidade e desafios à RPB; sentidos da cozinha nos Caps e a inserção de nutricionistas no cuidado; bibliometria das publicações da revista ‘Saúde em Debate’; atenção psicossocial e bem viver: experiência de um Projeto Terapêutico Singular pelas dimensões da Felicidade Interna Bruta; resenha do livro ‘Capacidade jurídica e direitos humanos’.
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Saúde em Debate
v. 44 n. 126 jul-set (2020)O editorial deste número da Saúde em Debate apresenta o documento ‘Plano Nacional de Enfrentamento à Pandemia da Covid-19’ elaborado por entidades da saúde coletiva integrantes da Frente pela Vida. O Plano é fruto de um planejamento participativo que reconhece a pandemia como um fenômeno complexo que exige ações em várias dimensões e nas suas interfaces com aporte do conhecimento científico, saberes técnicos, práticas e movimento social.
A revista aborda os seguintes temas: subsistema de saúde indígena; Resistência a Antimicrobianos; salários de médicos contratados pela Estratégia Saúde da Família; prevenção e tratamento de Doenças Crônicas Não Transmissíveis; tecnologia mHealth para escores de estratificação de risco cardiovascular; análises dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família; processos de trabalho no cuidado à obesidade; serviços especializados em cardiologia e endocrinologia na Atenção Primária à Saúde; efeitos do PMAQ-AB nas internações por condições sensíveis à Atenção Básica; serviços de saúde bucal na Atenção Básica; judicialização de demandas odontológicas; Práticas Integrativas e Complementares na Atenção Primária à Saúde no Maranhão; a benzedura nos territórios da Estratégia Saúde da Família; qualidade de vida e estresse de profissionais da atenção primária; malformações congênitas e agrotóxicos em Giruá (RS); análise da leptospirose no Brasil; especialização em Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde; assistência a idosos no Distrito Federal; Práticas Integrativas e Complementares por idosos; instrumentos de gestão elaborados pelas Secretarias Municipais de Saúde de Santa Catarina; campanhas de prevenção às arboviroses dengue, zika e chikungunya; dietas saudáveis e sustentáveis; atuação criminosa do governo federal no enfrentamento da Covid-19; alocação equitativa de recursos financeiros em saúde; formação em gestão do trabalho e da educação na saúde; resenha do livro ‘Luto: trato e retrato’.
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Desenvolvimento, desastres e emergências em saúde pública
v. 44 n. especial 2 jul (2020)“Em abril de 2019, completando três meses após o desastre provocado pela Vale, que atingiu Brumadinho com centenas de óbitos e afetou dezenas de outros municípios com a lama de rejeitos e seus contaminantes ao longo do Rio Paraopeba, começamos a preparar este número especial da revista ‘Saúde em Debate’, tendo como tema: Desenvolvimento, Desastres e Emergências em Saúde Pública. Nosso objetivo inicial foi combinar em um mesmo número a pesquisa acadêmica e o debate público sobre diferentes tipos de desastres e as emergências em saúde, incluindo a emergência climática”. Trata-se da Apresentação da Saúde em Debate v. 44, nº especial 2 de 2020, assinada pelos editores científicos convidados Carlos Machado de Freitas, Simone Santos Oliveira e Christovam Barcellos, representantes da Fundação Oswaldo Cruz – Rio de Janeiro.
Temas abordados: histórico, conceitos e aplicações de emergências em saúde pública; vidas sob riscos de desastres; planejamento de ações de gestão em risco de desastres; redução de riscos à saúde relacionados com mudanças climáticas, desastres e emergências em saúde pública; emergências em saúde pública e o Zika vírus no Brasil; hospitais seguros em desastres; Sistema de Comando de Incidentes e comunicação de riscos; avaliação da resiliência a desastres na saúde; políticas públicas ante a gestão de riscos de desastres; desastre da Samarco e políticas de saúde no Espírito Santo; integração dos serviços de saúde na gestão de riscos de desastres no caso de Blumenau, SC; inundações: atuação do Ministério da Saúde em ocorrências no Brasil; vulnerabilidade do setor saúde a desastres na perspectiva dos profissionais e gestores de Nova Friburgo; inundações recorrentes em área urbana regularizada; Sistemas de Informações Geográficas na gestão de riscos de desastres e emergências; saúde mental das pessoas em situação de desastre natural; segurança de barragens; território e desterritorialização: o sofrimento social por desastre ambiental; saúde dos trabalhadores da Defesa civil no rompimento da barragem do Fundão; incêndios florestais na Amazônia; luta e resistência de uma comunidade de pesca artesanal; vigilância em saúde e desastres naturais; aspectos psicossociais em desastres socioambientais; desafio do cuidado em saúde mental no desastre da Vale; vigilância em saúde ambiental no rompimento da barragem de Brumadinho; debates sobre o processo desastres no rompimento da barragem de Brumadinho.
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Saúde em Debate
v. 44 n. 125 abr-jun (2020)O editorial da Saúde em Debate nº 125, assinado por Ana Maria Costa, Maria Lucia Frizon Rizzotto e Lenaura de Vasconcelos Costa Lobato, abre a revista com uma análise sobre a Covid-19 no Brasil: “A pandemia encontrou a Nação com um governo de ultradireita, militarizado, desnorteado e submerso em uma crise política, agravada por um baixo desempenho da economia com crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), em 2019, de apenas 1,1% e contabilizando cerca de 13 milhões de desempregados. Essa combinação de fatores e crises tem aprofundado a instabilidade política e se revelado trágica sob todos os pontos de vista, fazendo com que o País se assemelhe a uma nau sem rumo, prestes ao naufrágio”.
A revista apresenta os seguintes temas: Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade (PMAQ-AB) em um município baiano; dimensão política dos enfermeiros na implementação do PMAQ-AB; processo formativo com educadores/as populares do EdPopSUS; moradores de uma ocupação urbana se o ‘empoderamento’ em saúde; cuidado paliativo oncológico; mortalidade por câncer de colo no Brasil; Equipe de Saúde da Família e o cuidado a usuários de drogas; Diabetes Mellitus no Programa Mais Médicos, em um município da região metropolitana do Recife; atendimento de população idosa nas Unidades de Pronto Atendimento do município do Rio de Janeiro; Assistência Farmacêutica na atenção primária: a lacuna do cuidado farmacêutico; Desempenho da Gestão da Vigilância em Saúde; população em situação de vulnerabilidade social acompanhadas em Belford Roxo (RJ); satisfação dos usuários com a atenção à saúde bucal na Paraíba; dengue e sua relação com fatores socioambientais no estado da Paraíba; Apoio Matricial na qualificação da Atenção Primária à Saúde às pessoas com doenças crônicas; atenção primária na saúde fluvial; participação universitária em defesa do Sistema Único de Saúde; Atenção Básica e os cuidados intermediários; edição de humanos por meio da técnica do Crispr-cas9: entusiasmo científico e inquietações éticas; privatização do sistema de saúde chileno; escolha da via de parto e a autonomia das mulheres no Brasil; atendimento à mulher em situação de violência; resenha do livro ‘Análise de dados qualitativos’ de Graham Gibbs.
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Saúde em Debate
v. 44 n. 124 jan-mar (2020)O editorial do primeiro número regular da Saúde em Debate de 2020 abre a revista com o título “Lockdown ou vigilância participativa em saúde? Lições da Covid-19”. Traz contribuições para entender o mundo da saúde coletiva no momento crítico da pandemia de Coronavírus de 2020. O Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) tem pautado sua ação de estudos e intercâmbio científico translacional entre os setores saúde, economia, direito, educação popular, e outros, com a interface formalizada nos fóruns de instituições criadas para a luta pela saúde e pela vida.
A presente edição reúne artigos com as seguintes temáticas: universalidade da VIII Conferência Nacional de Saúde; avaliação do Núcleo de Apoio à Saúde da Família; estudo transversal sobre Educação Permanente em Saúde e Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica; o trabalho do Agente Comunitário de Saúde e a Política Nacional de Atenção Básica; avaliação do Programa Rede Mãe Paranaense; hospitais de média complexidade na Rede de Atenção às Urgências; cuidado de usuários com tuberculose multidrogarresistentes em Recife; avaliação em saúde da criança na atenção primária; nutrição de crianças residentes em áreas de vulnerabilidade social; enfermeiros no cuidado nutricional à criança na Estratégia Saúde da Família; saúde bucal de pessoas com fenda orofacial; cuidado do câncer de mama em município da Bahia; saúde da população em situação de rua; saúde sexual e reprodutiva na etnia Xukuru do Ororubá; diarreia em crianças residentes na Ilha de Guaratiba (RJ); desastre de Brumadinho: políticas públicas e gestão do saneamento; planejamento para o Esgotamento Sanitário no Rio de Janeiro; saneamento e saúde ambiental de bacias hidrográficas; reflexões bioéticas sobre proteção ao meio ambiente e às gerações futuras; relato de experiência sobre a Reforma Sanitária e a saúde dos índios Potyguara.
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O Movimento pela Saúde dos Povos: ação global em defesa do direito universal à saúde
v. 44 n. 44 especial 1 jan (2020)Bem-vindos, bem-vindas a este suplemento especial da ‘Saúde em Debate’, com foco no trabalho do Movimento pela Saúde dos Povos (MSP), uma rede global de militantes da saúde e organizações ativistas que trabalham além das fronteiras para tornar realidade a visão de 1978 de ‘Saúde para Todos’. Esta edição especial é uma iniciativa do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) e da Associação Latino-Americana de Medicina Social (Alames) para conclamar por uma ação global pelo direito universal à saúde. Uma grande variedade de análises e histórias do ativismo do MSP são compartilhadas nesta edição da ‘Saúde em Debate’. Esses artigos ilustram as conexões entre as necessidades locais de saúde e a economia política global e as maneiras pelas quais os ativistas da saúde estão enfrentando as necessidades locais de forma a contribuir para a construção de um movimento global.
O número especial 1 de 2020 apresenta artigos com os seguintes temas: o que é o Movimento pela Saúde dos Povos (MSP); ‘Buen Vivir’ no MSP: caminho alternativo de desenvolvimento; resistência à privatização e comercialização da saúde na Índia, Filipinas e Europa; direito à saúde na Colômbia; a escola como espaço de participação social e promoção da cidadania; lutas indígenas e direito à saúde na Colômbia; o potencial transformador da saúde como bens comuns; direito à saúde e antiextrativismo; equidade e interseccionalidade na saúde; desastre com gás de Bhopal; o Cebes como movimento de defesa do direito à saúde; laços entre a Asociación Latinoamericana de Medicina Social (Alames) e o MSP; crise na saúde do Rio de Janeiro; participação da sociedade civil na governança global em saúde; a experiência transformadora da Universidad Internacional para la Salud de los Pueblos; entrevista com Irmã Anne Whibey; resenha do livro Global Health Watch 5; homenagens a David Sanders e Amit Sengupta; documento: The Struggle for Health is the Struggle for a More Equitable, Just and Caring World, do MSP.
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Outros olhares para a Reforma Sanitária Brasileira
v. 43 n. 43 especial 8 dez (2019)O objetivo deste número temático foi reunir questões contemporâneas que problematizam o caminho de construção de uma política de saúde no Brasil que garanta a dignidade e o bem-viver das populações. O convite para que outros olhares acerca da Reforma Sanitária Brasileira se apresentem surge em um momento de revoada, com transformações políticas, econômicas e sociais em todos os cantos do planeta, bem como movimentos retrógrados que colocam em xeque os avanços obtidos em décadas de luta por reconhecimento de direitos, penalizando uma vez mais os que ainda buscavam fazer ouvir suas vozes nas sociedades. O Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) e a revista ‘Saúde em Debate’ não só acolheram essa proposta como se constituíram o melhor espaço para provocar esse debate.
Temas abordados: determinantes sociais e populações de ocupações; crack em Manguinhos (RJ); análise da Estratégia Saúde da Família por movimentos populares do Ceará; saúde no campo: caminhos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); saúde mental da população negra pelo Grupo de Trabalho Racismo e Saúde Mental do Ministério da Saúde; pessoas LGBT em situação de rua e a saúde em Florianópolis (SC); transexuais e a transição de gênero; cuidado a travestis e mulheres trans em situação de rua em Belo Horizonte (MG); Movimento da Reforma Sanitária e Movimento Sindical da Saúde; o ensino da Reforma Sanitária Brasileira (RSB); indigenismo e Reforma Sanitária; saúde coletiva, colonialidade e subalternidades; o Sistema Único de Saúde (SUS) e a necropolítica liberal; saber-corpo e a descolonização da saúde coletiva; ‘Sobre o conceito da História’ na saúde coletiva; determinantes políticos da crise do SUS; a RSB e o sindicalismo na saúde; saúde coletiva e agroecologia; a RSB e a natureza do Estado: a questão agrária; movimentos feministas e a Reforma Sanitária no Brasil; saúde e Reforma Sanitária no contexto dos povos originários; política de saúde LGBT nas publicações em saúde coletiva; movimentos sociais contra o racismo de Estado: debate na saúde; a construção do SUS a partir da atuação de Agentes Comunitários de Saúde; o movimento social na RSB; resenha do livro ‘O que é lugar de fala’; manifesto sobre saúde e democracia na favela.