O papel do Programa Melhor em Casa na transição do cuidado: desempenho, valor e sustentabilidade

Autores

  • Aline Arebalo Veppo Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – Porto Alegre (RS), Brasil. https://orcid.org/0009-0009-7427-2002
  • Tarcísio Nema de Aquino Ministério da Saúde (MS) – Brasília (DF), Brasil.
  • Mariana Borges Dias Ministério da Saúde (MS) – Brasília (DF), Brasil.
  • Roberto Martins de Andrade Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 4a Região (Crefito-4 MG) – Belo Horizonte (MG), Brasil.
  • José Martim Marques Simas Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – Belo Horizonte (MG), Brasil. https://orcid.org/0000-0003-1742-3707

Palavras-chave:

Serviços de assistência domiciliar, Cuidado transicional, Atenção Primária à Saúde, Continuidade da assistência ao paciente, Planos e programas de saúde

Resumo

O envelhecimento populacional, o aumento das condições crônicas e a transição dos modelos de atenção têm imposto desafios significativos aos sistemas de saúde, demandando a reorganização dos cuidados com enfoque na continuidade, integralidade e sustentabilidade. Nesse contexto, o Programa Melhor em Casa (PMeC) emerge como uma estratégia central na atenção domiciliar e na transição de cuidados na Rede de Atenção à Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). Este estudo quantitativo, aliado a uma revisão narrativa da literatura, analisou dados de produção assistencial do PMeC entre 2019 e 2023, investigando o perfil dos pacientes, os fluxos assistenciais e os desfechos clínicos. Registraram-se 515.624 avaliações com desfecho consolidado. As altas para a Atenção Primária à Saúde representaram 62,5% dos casos, e os óbitos totalizaram 14,3%, refletindo a complexidade do serviço. Os encaminhamentos para internação (6,4%) e urgência (4,5%) operam como indicadores indiretos (proxies), sugerindo que o programa apresenta potencial para colaborar para a desospitalização segura, sem comprovar efetividade clínica direta. Os achados indicam que o PMeC pode sugerir caminhos para a reorganização da atenção no SUS, apontando que o debate sobre economia em saúde (saving) deve ser mediado por critérios de equidade.

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Publicado

2026-11-06

Como Citar

1.
Veppo AA, Aquino TN de, Dias MB, Andrade RM de, Simas JMM. O papel do Programa Melhor em Casa na transição do cuidado: desempenho, valor e sustentabilidade. Saúde Debate [Internet]. 6º de novembro de 2026 [citado 7º de novembro de 2026];50(151 out-dez). Disponível em: https://saudeemdebate.emnuvens.com.br/sed/article/view/11233

Edição

Seção

Artigo Original

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito