Teleinterconsultas em especialidades pediátricas na Atenção Primária à Saúde: experiência de um projeto piloto
Palavras-chave:
Telemedicina, Consulta remota, Tecnologia da informação, Serviços de saúde, Atenção Primária à SaúdeResumo
O teleatendimento tem se consolidado como estratégia relevante para qualificar o cuidado em saúde, ampliando o acesso a especialistas e favorecendo a integração entre níveis de atenção. Este estudo objetivou avaliar a experiência de um município da região Centro-Oeste do Brasil quanto ao uso de teleinterconsultas para acompanhamento na primeira infância, mediado por equipes multiprofissionais vinculadas a Programas de Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade e Residência Multiprofissional em Saúde da Família. Trata-se de estudo observacional, transversal e descritivo, com análise de 858 atendimentos registrados na plataforma TeleFiocruz entre dezembro de 2024 e julho de 2025. Destes, 352 estavam relacionados ao cuidado infantil, sendo 262 (74,4%) em psiquiatria infantil, 76 (21,6%) em neuropediatria e 14 (4,0%) em pediatria. A análise detalhada concentrou-se nas duas primeiras especialidades. Na psiquiatria infantil, foram registrados 262 atendimentos, envolvendo 42 profissionais e 136 pacientes, enquanto na neuropediatria foram 76 atendimentos, envolvendo 34 profissionais e 58 pacientes. Os resultados evidenciaram diferentes padrões de utilização entre as especialidades e unidades participantes. A teleinterconsulta apresenta potencial como estratégia de apoio à articulação entre profissionais da Atenção Primária à Saúde e especialistas no cuidado infantil.
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